NOTÍCIA

3x3 no mundo

Qual o papel de quem desenvolve o basquete 3×3?

Por: Edson Garcia

São Paulo, 28 de maio de 2018 – Desde que regulamentou o basquete 3×3, a Federação Internacional de Basquete (FIBA) tinha como objetivo tornar a modalidade parte do programa olímpico. Isso foi conquistado em 9 de junho de 2017, ou seja, quase um ano atrás. O que mudou desde então?

Antes de ser olímpico, o basquete 3×3 era de interesse de um grupo menor. Foi o trabalho desses promotores, principalmente por meio da implementação do circuito profissional, com Challenger, World Tour e torneios classificatórios, que permitiu à modalidade atingir um nível tão alto.

Só isso não seria suficiente e é aqui que entra a importância do Ranking FIBA 3×3. Como as competições de seleção têm as equipes participantes de acordo com o esse ranking, equipes de pouca expressão no basquete mundial foram conseguindo se classificar e atingindo bons resultados. Afinal, é mais fácil montar uma seleção de 3×3 do que uma de basquete do tradicional, certo? Por exemplo, Andorra jogou Copa do Mundo, a Hungria foi campeã e medalhista de mundiais, o Catar foi campeão mundial e a Holanda conseguiu ser líder de ranking em todas as categorias ao mesmo tempo.

Porém, agora a modalidade é olímpica. Dessa forma, passa a ser interesse dos Comitês Olímpicos de todo o mundo, inclusive o nosso. O Prêmio Brasil Olímpico 2017, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), foi o primeiro a ter a modalidade, com Luiz Felipe Soriani sendo premiado como melhor atleta do ano. Consequentemente, passa a ser pauta também das federações nacionais em todo o mundo. Assim sendo, qual o papel das federações?

Entre muitos documentos que você pode encontrar acessando o site www.fiba3x3.com, há um que responde justamente essa pergunta. Listamos abaixo quais os principais tópicos apresentados pela FIBA:

  • Organização de clínicas para crianças
  • Introdução da modalidade em escolas
  • Organização de acampamentos para captar e desenvolver talentos
  • Ativar competições de base (público geral)
  • Incentivar a organização de eventos oficiais

Aqui no Brasil essas tarefas acabam sendo desenvolvidas por mais instituições e não apenas pelas federações, o que tem relação com o componente histórico que foi comentado no começo do texto. E entre os indicadores de sucesso do trabalho desenvolvido no país estão o Ranking 3×3 de Federações, o número de equipes no World Tour, número de jogadores ranqueados, número de eventos no país e número de classificatórios ao World Tour.

Dessa forma, sendo você promotor, atleta ou só apaixonado pelo basquete 3×3, poderá agora acompanhar o trabalho que vem sendo feito por cada uma das instituições com maior embasamento para analisá-las, além de ter alguns indicadores de sucesso para acompanhar. Que tal começar agora? Acesse aqui o relatório de 2017 da ANB3x3 e nos envie sugestões e críticas para melhorarmos nosso trabalho: https://drive.google.com/file/d/0BzY17x0iYKLlOXpzWm9tVlN0cTA/view